PESQUISA DA CDL MOSTRA QUE A CONTAMINAÇÃO PELO COVID-19 NÃO SE DÁ NO AMBIENTE DE TRABALHO

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Teófilo Otoni (CDL-TO) realizou no mês de junho deste ano uma pesquisa junto aos seus associados que, em decorrência do decreto municipal em função da pandemia da COVID-19, não foram afetados com a suspensão das atividades dos seus estabelecimentos, ou seja, as lojas permaneceram abertas normalmente durante a vigência do referido decreto.

As lojas que foram fechadas em função da suspensão temporária dos seus alvarás pelo poder municipal, não foram objeto desta pesquisa.

O objetivo desta pesquisa foi coletar informações sobre o nível de contaminação dos funcionários que exerceram suas atividades profissionais normalmente e que, em teoria, ficaram mais expostos a contaminação pelo novo Coronavírus.

A pesquisa foi realizada no período de 22 a 30/06/2020, sendo coletados dados em 33 empresas.

A conclusão foi que o nível de contaminação foi mínimo, de pouco mais de 1%.  Em uma amostra de 2.362 funcionários foram encontradas 33 contaminações. Uma informação importante é que nesse grupo pesquisado estão incluídas as farmácias, local que, em tese, com mais pessoas contaminadas circulando como clientes.

Se excluirmos esse grupo de farmácias o índice de contaminação cai mais ainda com 1364 funcionários e apenas 14 contaminações.

Outro ponto a ser considerado é o fato desses funcionários estarem circulando em transporte coletivo e em convivência familiar, gerando uma dúvida de onde essa contaminação aconteceu, com possibilidades maiores de ter acontecido mais no ambiente exterior à empresa do que dentro do estabelecimento. Principalmente levando-se em consideração de que todos os estabelecimentos comerciais estarem cumprindo rigorosamente os protocolos de higiene sugeridos pelas autoridades sanitárias.

Esta hipótese se baseia em evidências de que a contaminação no ambiente doméstico é maior do que no ambiente de trabalho em países como Estados Unidos e Itália. Estudos divulgados recentemente pelo Governador do Estado de Nova York mostraram números que comprovaram que mais de 60% dos cidadãos do Estado foram contaminados dentro de suas residências e não no trajeto para o trabalho ou sequer no exercício de suas atividades na empresa.

E porque esta pesquisa? A CDL Teófilo Otoni desde o início da pandemia sempre defendeu que a suspensão das atividades dos estabelecimentos comerciais não seria a solução para evitar a propagação da doença, mas sim os cuidados sanitários da população. A prova disso é que em momento algum houve diminuição do fluxo de pessoas nas ruas da cidade, mesmo com a grande maioria das lojas fechadas, e ainda os números de contaminação continuaram sempre aumentando.

Muitos empresários foram, e ainda estão sendo sacrificados em nome de uma política que não obteve resultados, a não ser a perspectiva de quebradeira geral e de desemprego em massa que os assombra.

A pesquisa reforça que os lojistas não contribuíram para a expansão da pandemia, mas outro vírus – o da desorganização da cadeia produtiva, da recessão e desemprego, podem contaminar a economia, causando resultados mais catastróficos que o novo Coronavírus,  e que já está se espalhando entre os empresários e causando um pânico muito maior do que a própria doença.

A contribuição da CDL Teófilo Otoni, tanto financeira quanto institucional, para que a situação se normalizasse o mais breve possível e as lojas voltassem a funcionar, até o momento não foi reconhecida em atos pelos poderes autorizados a administrar a situação da pandemia.

Autoridades municipais e estaduais, munidas de uma prerrogativa absurda de poder delegado pelo STF, invocam a ciência como saída honrosa para suas atitudes equivocadas, que na maioria das vezes são tomadas mais por insegurança do que por convicção, sem analisar o mal que estão fazendo a longo prazo para os cidadãos, destruindo toda uma cadeia produtiva que alimenta a economia na geração de riquezas, emprego e renda e arrecadação de impostos.

Que esta pesquisa sirva de parâmetro para as decisões seguintes das autoridades quanto ao importante papel das empresas na diminuição do impacto causado pela doença na sociedade, e em especial dos mais pobres, que sofrem no dia a dia as consequências dos desmandos, corrupção, incompetências e burocracias na gestão pública em todos os níveis.

Por Luiz Resende
Vice-presidente da CDL Teófilo Otoni

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