Taxa de desemprego em Minas Gerais é a menor desde 2014

 

A taxa de desocupação em Minas Gerais chegou a 6,3% no terceiro trimestre de 2022 – a menor desde o último trimestre de 2014, quando também foi de 6,3%. O índice caiu 0,9 ponto percentual em relação ao segundo trimestre deste ano e 4,4 pontos percentuais sobre o mesmo intervalo do ano passado.

O resultado também ficou abaixo da média nacional, que chegou a 8,7% no acumulado dos últimos três meses, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada ontem (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o Instituto, entre julho e setembro, a força de trabalho no Estado era composta por aproximadamente 11,42 milhões de pessoas, número praticamente estável frente ao trimestre anterior. Já em relação à mesma época de 2021, houve aumento de 102 mil pessoas. Deste total, 10,69 milhões estavam ocupadas e 722 mil desocupadas.

Assim, a população ocupada aumentou 0,8% sobre o trimestre anterior e 5,8% (ou 590 mil pessoas a mais) em relação ao ano passado. Já a desocupada diminuiu 12,8% (ou 106 mil pessoas a menos) frente ao acumulado de abril a junho e 40,3% (488 mil pessoas) na comparação com o mesmo trimestre de 2021.

O levantamento ainda mostrou que no último trimestre, a população ocupada em Minas Gerais era composta por 69,4% de empregados (incluindo empregados do setor público e trabalhadores domésticos), 4,8% de empregadores, 24,4% de pessoas que trabalhavam por conta própria e 1,4% de trabalhadores familiares auxiliares.

No setor privado, exclusive trabalhadores domésticos, 74,7% dos empregados tinham carteira de trabalho assinada. Já a taxa de informalidade ficou em 37,8% da população ocupada no Estado, um pouco abaixo da taxa estimada para o Brasil (39,4%).

De maneira detalhada, o número de informais no terceiro trimestre deste exercício chegou a 4,045 milhões de pessoas. O número é menor que o apurado no segundo trimestre, quando foram registradas 4,105 milhões de trabalhadores na informalidade no Estado. E maior que na mesma época de 2021, quando o índice foi de 4,027 milhões.

Desemprego por setores em Minas Gerais

Em relação aos setores, na comparação com o segundo trimestre, o maior destaque foi o aumento de 5,7% no número de pessoas ocupadas no Transporte, Armazenagem e Correio. E a maior perda no número de pessoas ocupadas foi de 1,4% no segmento Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas.

Já em relação ao terceiro trimestre de 2021, destaca-se o aumento de 8,5% no segmento Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas e de 14,8% em Outros Serviços.

Por fim, o grupamento de atividade com o maior número de ocupados no Estado no período foi o de Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (17,7% dos ocupados). Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais também se destacou com 15,9%.

Os demais grupamentos de atividade ocupam os seguintes contingentes de população em Minas Gerais: Indústria Geral (14,2%), Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura (12,6%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (9,8%), Construção (8,4%), Serviços Domésticos (6,8%), Outros Serviços (5,0%), Alojamento e Alimentação (4,9%), Transporte, Armazenagem e Correio (4,7%).

Índice de desemprego ficou estável em 21 unidades da Federação

A queda na taxa de desemprego verificada no terceiro trimestre deste ano, que passou de 9,3% para 8,7% na comparação com o trimestre anterior, refletiu aumento na ocupação em apenas seis estados: Paraná (-0,8 ponto percentual), Minas Gerais (-0,9), Maranhão (-1,1), Acre (-1,8), Ceará (-1,8) e Rondônia (-1,9). As demais 21 unidades da Federação ficaram estáveis.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral foram divulgados ontem (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com recorte estadual.

Segundo a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, na comparação anual, houve queda significativa da taxa de desocupação em todas as unidades da Federação, caindo 3,9 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2021, quando a taxa registrada foi de 12,6%.

“No segundo trimestre, a taxa de ocupação havia caído 1,8 ponto percentual, com disseminação da queda por 22 unidades da Federação. No terceiro trimestre, a queda foi menos intensa, de 0,6 ponto percentual, e isso repercutiu nos resultados locais, por estado”.

As menores taxas de desocupação no terceiro trimestre foram verificadas em Rondônia (3,9%), Mato Grosso (3,8%) e Santa Catarina (3,8%). Por região, o Sul tem o menor desemprego, de 5,2%, com os três estados com percentuais abaixo da média nacional.

Informalidade – A taxa de informalidade ficou em 39,4% no terceiro trimestre. Os maiores percentuais foram registrados no Pará (60,5%), Maranhão (59,1%) e Amazonas (57,1%). As menores informalidades no período foram observadas em Santa Catarina (25,9%), no Distrito Federal (29,8%) e em São Paulo (30,6%).

São considerados trabalhadores informais os empregados domésticos e do setor privado sem carteira assinada, os empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ e os trabalhadores familiares auxiliares.

Os trabalhadores por conta própria ficaram em 25,9% no trimestre, com os maiores percentuais em Rondônia (37,4%), no Amapá (34,7%) e Amazonas (32,4%) e os menores em Goiás (23,2%), Mato Grosso do Sul (22,0%) e no Distrito Federal (21,1%).

Segundo o IBGE, no terceiro trimestre apenas 25,3% dos trabalhadores domésticos do país tinham carteira assinada. No setor privado são 73,3%, com os menores percentuais no Norte (57,7%) e no Nordeste (57,3%). As maiores proporções de formalidade estão em Santa Catarina (88,4%), no Rio Grande do Sul (81,3%) e em São Paulo (81,2%). As menores foram verificadas no Maranhão (47,0%), Piauí (48,5%) e Pará (50,3%).

O instituto destaca que cerca de 2,6 milhões de pessoas buscam trabalho há dois anos ou mais no país, o que equivale a 27,2% dos desocupados. Outros 44,5% estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho e 11,7% buscavam de um ano a menos de dois anos. Cerca de 16,6% estavam à procura de uma vaga há menos de um mês.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 20,1%, com as maiores taxas no Piauí (40,6%), em Sergipe (36,1%) e na Bahia (33,7%). As menores taxas de subutilização foram em Santa Catarina (6,8%), Rondônia (9,1%) e Mato Grosso (10,5%).

Já os desalentados, no terceiro trimestre deste ano, somaram 4,3 milhões, ou 3,8% da população na força de trabalho. Alagoas (17,3%) e o Piauí (13,3%) tinham os maiores percentuais e Santa Catarina (0,5%) e Rondônia (1,2%), os menores.

Gênero e raça

Beringuy destaca que a taxa de desocupação de homens está em 6,9%, abaixo do índice nacional de 8,7%, enquanto a taxa entre as mulheres ficou em 11,0% no período.

“A taxa de desocupação caiu tanto entre homens quanto entre mulheres, mas a distância entre eles vem aumentando, com as mulheres tendo um percentual bem superior ao dos homens”.

No recorte racial, a taxa de desocupação de pretos ficou em 11,1% e de pardos em 10,0%, acima da média do país. A desocupação ente os brancos foi de 6,8%.

Por escolaridade, a taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto ficou em 15,3%, maior que nos demais níveis de instrução. Para o nível superior incompleto, a taxa foi de 9,1%, mais que o dobro do nível superior completo (4,1%).

Rendimento – A análise do rendimento mostrou que o valor médio mensal recebido pelos trabalhadores ficou em R$ 2.737 no trimestre, registrando aumento em comparação aos três meses anteriores (R$ 2.640) e também na comparação anual (R$ 2.670). O crescimento no trimestre foi de 3,7%, com expansão na maioria das unidades da Federação.

A massa de rendimento de todos os trabalhos somou R$ 266,7 bilhões, com crescimento frente ao trimestre anterior (R$ 254,5 bilhões) e ao mesmo período do ano passado (R$ 242,7 bilhões).

Fonte: Diário do Comércio

 
 

 

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